segunda-feira, 22 de setembro de 2008

tempo Paralelo

Diário de bordo


Ponto de partida : Uma grande incógnita, não sabia ao certo o que seria aquilo tudo.

Experiência nova, segui o meu percurso. Estabeleci três ações específicas: 1º buscar um espaço de solidão para permanecer ;2 ºParar em algum lugar para ler;3ºObservar e se aproximar da natureza dentro da cidade.

Esta três ações estabeleci no meu mapa antes de sair, mas quando sai , ao começar o percurso efetivamente, algumas coisas que não estavam no roteiro, começaram a surgir involuntariamente, como por exemplo o meu interesse em perceber a cidade sob novos aspectos que foi o que ficou o tempo todo entre as minhas três ações especificas. Foi interessante me deixar levar, quando vi me deparei com um poste que nunca havia percebido, parei algum tempo olhando pra ele, as pessoas passavam por mim e davam uma olhada discreta, O ritmo entre eu e aquelas pessoas havia sido quebrado , uma correria constante, as pessoas não param , ficam pra cima e pra baixo, tudo muito mecânico, automático e eu também no dia á dia sigo esse fluxo.M as neste dia me permiti parar, quebrar o ritmo da massa e parei, me permiti ficar ali olhando as formas circulares do poste vista de cima e as pedrinhas da calçada. A principio isto me causou um estranhamento, mais insisti e aos poucos fui me permitindo estar ali, sem aquela noção de estar perdendo tempo por não estar fazendo algo mais prático ou objetivo. Continuei meu percurso parei em frente a uma praça , me sentei e li um pouco, mais uma força maior me puxava em continuar simplesmente só observando sem fazer nada de concreto , simplesmente estar ali, sentindo o sol, olhando pra cima. Fiquei um tempo ali, depois fui andando e ainda dentro desta sensação fui percebendo a natureza que envolve a cidade, fotografei coisas que foram me chamando a atenção. Naquele momento era como se eu estivesse num outro tempo,não que estivesse em transe,mais como eu estava fazendo uma coisa que normalmente não faço e tinha quebrado minha própria rotina, tudo foi me envolvendo de um forma prazeirosa. Então aquela sensação inicial de incógnita foi se desmanchando, fiz umas fotos minhas em um dos momentos e continuei meu trajeto até meu ponto de chegada,minha cidade que até então não sabia o nome, mais que ao terminar o percurso chamei de Cidade Tempo Paralelo.




Adriano Carvalhaes
16/09/2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Rasante


Pois, viaja perto
Mas mesmo perto desconhece a distância

Quase pousa,
O pouso seria menor do que o movimento

Viaja, desloca, procura, conhece
Desconhece cada vez mais

Observa,
Deslumbrado fica feliz por já estar mais distante do seu comum...
Dia pós dia...

domingo, 6 de julho de 2008

Depois de tudo não há como não AMAR todos vocês!!!


Será que o trajeto chegou ao fim???

Não... Assim como quando nos encontramos ele não começou, simplesmente... já tínhamos coisas em nós, e foi a partir disso que construímos nossas conexões. E agora que não vamos mais nos encontrar três vezes por semana para criar, com certeza essas relações não acabam simplesmente! Agora é um momento que precisa de muita generosidade e carinho, pra que possamos alastrar essas conexões pra outros lugares, fazer com que elas não sejam só nossas... mas que de nós, desse nosso encontro de 5 meses, possam ser construídas outras conexões, que não serão simplesmente novas, não começarão simplesmente, mas construirão outros espaços.
Que hajam muitos ouvidos e que ecoem as vontades no espaço da criação!!! E que esses espaços sejam sempre frescos e curiosos, que a expectativa não sufoque o que emerge dos encontros, que não apenas repitamos.


Que sejamos artistas!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Origami - União de várias pessoas para criar

ORIGAMI - União de várias pessoas para criar, é um curso de investigação do movimento para a criação em artes performativas que está sendo realizado desde fevereiro no Vila Arte Espaço de Dança. Nossa proposta é oferecer um ambiente curioso e transdisciplinar que transite entre várias áreas artísticas, mas que tenha o corpo como instância primeira de conexão.
Após cinco meses de trabalho é chegado o momento de compartilhar as configurações do processo colaborativo.

Para isso o Origami convida a participar do LAB_02





ENTRADA FRANCA


segunda-feira, 23 de junho de 2008

boneco

Achei hoje essa imagem do Trevor ...acho que nao preciso falar mais nada...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Feto


Não quero ser o feto que espera, não, quero ser o feto quimera. O feto que pode e que transcende o dia adjacente ao poente ou transcende a noite que dorme. Quero ser o feto que transborda e que delira, aquele feto que não espera os fatos, mas que pratica. Ser feto quimera é ser mais que feto. É ser constante, é ser pertinente ao dia. Ser feto não é ser hora. É ser aqui e agora a qualquer hora. Livre-se desse dia que tenta pontuar o ritmo. Deixe esse fluir de feto caminhar seus passos. Seja feto. Mas seja, de verdade, a própria hora. Marque seu ritmo não de 5 em 5 segundos. Marque seu ritmo de olhar em olhar. De processo. Ser histórico não é lembrar da hora. Nem chegar atrasado. Ser histórico é ser processo. Isso é ser feto de fato. Isso transcende qualquer hora do dia ou da noite.

(Debora Alvadore, http://ocadernopretosemdecoro.blogspot.com/, Imagem: Trevor Brown)



sexta-feira, 13 de junho de 2008

SOBRE CONVERSAS: EDIÇÕES...


"Mais urgente não me parece tanto defender uma cultura cuja existência nunca salvou uma pessoa de ter fome e da preocupação de viver melhor, quanto extrair, daquilo que se chama cultura, idéias cuja força viva é idêntica à da fome. Todas nossas idéias sobre a vida têm de ser revistas numa época em que nada mais adere à vida. E esta penosa cisão é motivo para as coisas se vingarem, e a poesia que não está mais em nós e que não conseguimos encontrar mais nas coisas reaparece, de repente, pelo lado mau das coisas; e nunca se viu tantos crimes, cuja gratuita estranheza só se explica por nossa impotência em possuir a vida. Se o teatro existe para permitir que o recalcado viva, uma espécie de atroz poesia expressa-se através de atos estranhos onde as alterações do fato de viver mostram que a intensidade da vida está intacta e que bastaria dirigi-la melhor".


Antonin Artaud


“Há pelo menos dois modos de considerar um caminhar, e cada um deles tem suas próprias conseqüências éticas. O primeiro consiste em levar em conta apenas o ponto de chegada. É o que poderíamos chamar de “viagem de resultados”. O que interessa é o ponto final. No segundo, o interesse maior está voltado para o trajeto, isto é, para o processo. Diz-se então que o caminho se faz ao caminhar, desvela-se à medida em que o percorremos. No primeiro caso estamos preocupados com um ponto, com uma coisa. No segundo, interessa-nos um processo. Na primeira circunstância abrevia-se o mais possível o caminho, porque ele não interessa. Na segunda, busca-se a experiência do trajeto”.


(“CIÊNCIA COGNITIVA E EXPERIÊNCIA HUMANA - Cognitivismo, Conexionismo e Ciência Cognitiva Enativa: Suas Implicações Éticas”. Humberto Mariotti).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Qualquer coisa que nao fixe - e que nao fique ilesa!!!


Um rinoceronte estava rondando a sala de encontros do ORIGAMI. Encontrava sempre com ele. E ele a perguntar: será que um dia eu entro aí? E eu nunca sabia a resposta... Até que um dia ele me perguntou onde EU estava, logo respondi: vc está aí... e apontei para ele! Ele insistiu, perguntou de novo, dizendo: não pergunto sobre você, pergunto sobre EU. Então entendi e disse: EU - apontando pra ELE - estou em todos os lugares onde EU apontar! Então ele apontou para mim e disse: EU estou aí! E no sorriso que ele me deu consegui perceber que agora ele poderia entrar na sala e ficar tranquilo!


RINOCERONTE: SEJA BEM VINDO!!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

sábado, 17 de maio de 2008

Contranarciso - Paulo Leminski

Em mim
Eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas
O outro
que há em mim
É você
Você
e você
Assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
E só quando estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós.

sábado, 10 de maio de 2008

PCIU






Acho excelente o nome o projeto - Acho que deveríamos marcar uma reunião com todos para discutirmos os melhoramentos e para escrever para o edital.
Aí vão as imagens selecionadas...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Direções, formas e infiltrações.


PCIU – Primeiro Circuito de Intervenções Urbanas
Fruto de nossos encontros:

Uma grande rede!!!

Alargamos nossa conexão.
Nossas ações dessa sexta-feira alcançaram uma grande proporção. Alastramos nossas investigações para muito longe: aprofundamos em nós, instigamos em outros.
Diante disso, penso em generosidade. Não ter medo de abrir nosso campo perceptivo, não determinar um lugar exato de criação, deixar-se atravessar e assim sempre mover-se. Não apenas estar no conforto do trajeto já conhecido.
É muito satisfatório visualizar um mapa de nosso percurso até aqui, e poder ter a consciência de onde passamos, do que faz mover, pois assim o olhar perante o que nós realizamos se torna amplo e as conexões acendem-se. Pode-se também pesar a responsabilidade de um ambiente coletivo, e como se faz necessário um carinho, uma atenção ao que se propõem.

É bom sentir-se responsável pela formação desse nosso trajeto.
É melhor ainda saber que esse trajeto sempre continua, infiltra-se e grita em todas as direções do olhar! (nesse momento me vem forte a lembrança do que senti ao pintar uma mandala).

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O R I G A M I
união de várias pessoas para criar


Ola pessoal!

Nós do ORIGAMI estamos confirmando nosso "Primeiro Circuito de Intervenções Urbanas", que como previsto e divulgado acontecerá no dia 09 de maio.

Dentro das ações que nós estamos propondo, o tempo estimado para o percurso é de aproximadamente 3 hrs (à partir das 11hrs até as 14:15). Para os que nos acompanharão terem uma melhor localização dentro desse tempo fizemos uma tabelinha com os horários em que as ações transcorrerão:


Inicio da ação
Término da ação

Reunião inicial no Vila Arte
11hrs
11:45 hrs

"Marmita" – praça de alimentação do Shopping Mueller
12hrs
12:40 hrs (tempo máximo de permanência)

Barquinhos de Papel – Chafariz do Memorial Gibran Kalil
12:45 hrs
13:15 hrs

Abraço - rua XV de Novembro
13:35 hrs
13:45 hrs

Paredão – Praça Generoso Marques
14:00 hrs
14:15 hrs


*Os intervalos de tempo entre cada ação, são para deslocamento entre os locais das intervenções.

Lembrando que cada ação será discutida detalhadamente na reunião, e que os participantes não têm obrigatoriedade de estarem presentes em todas as ações, mas é importante a presença na reunião inicial.



Nos vemos no Vila Arte, no dia 09/05, as 11h

Rua Saldanha Marinho, nº76 sala 3.

Intervenção Urbana

R I G A M I
união de várias pessoas para criar


Nós do "Origami", convidamos vocês a estarem junto com a gente no nosso "Primeiro Circuito de Intervenções Urbanas".


Dentro de nossas investigações surgiu a curiosidade e a vontade de explorar as relações que as pessoas criam com o espaço. E tentaremos objetivar essa vontade mudando, num determinado intervalo de tempo, o espaço em que elas estão inseridas, para poder observar as diferentes reações a partir das mudanças propostas.


Uma referência que tem nos dado estímulo, são as experiências de um grupo norte-americano chamado Improv Everywhere. Esses são alguns links com conteúdo do grupo:

http://www.youtube.com/watch?v=jwMj3PJDxuo

http://www.youtube.com/watch?v=dkYZ6rbPU2M&feature=user

http://www.youtube.com/watch?v=jdeBp8J0rqs&feature=user


A nossa proposta é de nos reunirmos no dia 9 de maio, ás 11h, no Espaço Cultural Vila Arte, para nos organizarmos dentro de uma estrutura de ações, descritas abaixo:


1. Marmitex


Ação: Chegar aleatoriamente na praça de alimentação carregando sua marmitex, procurar uma mesa para sentar, e degustar o seu almoço.

Onde: Praça de Alimentação do Shopping Mueller

Duração: Cada pessoa comerá no seu tempo, e depois irá para a segunda intervenção.


2. Barquinhos de papel



Ação: Fazer vários barquinhos de papel e coloca-los para navegar nas águas do chafariz.

Onde: Chafariz do Memorial Árabe Gibran Kalil.

Duração: 30 minutos


3. Abraço



Ação: Em duplas, as pessoas se encontrarão e se abraçarão, permanecendo congeladas nesta posição.

Onde: Rua XV de Novembro

Duração: 10 minutos


4. Paredão



Ação: O grupo se posicionará formando uma linha reta, com o mesmo espaço entre as pessoas. A cada cinco minutos esse espaço vai diminuindo

Onde: Praça Generoso Marques

Duração: 15 minutos


Os participantes não têm obrigatoriedade de estarem presentes em todas as ações.

Todo o circuito estará sendo filmado.

A idéia é iniciar a intervenção depois do meio dia, ou seja, teremos uma hora para explicar/discutir/modificar o plano de ações no dia das intervenções.


Nos vemos no Vila Arte, no dia 09/05, as 11h

Rua Saldanha Marinho, nº76 sala 3

sábado, 26 de abril de 2008

Origamescos Corpografistas!!!



Estou em plena vivência de experimentos e discussões sobre urbanismo, arquitetura com relação ao corpo. Durante essas discussões, nossas propostas de intervir em espaços urbanos tem sido um ponto de onde as questões reverberam para uma reflexão. Estou em outro espaço, com outras pessoas, mas sempre atento para que as conexões formadas por nossa união circulem. E assim, me sinto carregando cada um de vocês comigo!
Veremos como vai ser nosso próximo encontro. Fico curioso pra saber onde estou sendo carregado por cada um de vocês...
Bem, bem, bem... Tenho informações para colocar em trânsito aqui. Essas informações são de textos que colocarei na nossa pastinha. São textos trabalhadas no workshop da Casa Hoffmann, desse fim de semana, que está sendo ministrado pela arquiteta-urbanista Paola Berenstein Jacques (que é autora do texto de onde tirei esses trechos junto com a crítica de dança Fabiana Britto).

“A corpografia é uma cartografia corporal (ou corpo-cartografia, daí corpografia), ou seja, parte da hipótese de que a experiência urbana fica inscrita, em diversas escalas de temporalidade, no próprio corpo daquele que o experimenta, e dessa forma também o definem, mesmo que involuntariamente”

“espetáculo: tudo aquilo que não é participativo”

“Ambiente entendido como um conjunto de condições para as relações acontecerem e a corporeidade entendida como a síntese transitória desse processo contínuo e involuntário”

“Quais seriam as alternativas possíveis ao espetáculo urbano? Como transformar as cenografias urbanas? Através da apropriação, da experiência efetiva ou prática dos espaços urbanos, pela própria experiência corporal, sensorial, da cidade”.

“Através do estudo dos movimentos e gestos do corpo (padrões corporais de ação) poderíamos decifrar suas corpografias e, a partir destas, a própria experiência urbana que as resultou.”

“no momento em que a cidade – o corpo urbano – é experimentada, esta também se inscreve como ação perceptiva e, dessa forma, sobrevive e resiste no corpo de quem a pratica.”

Acho interessante a leitura desses textos e até uma discussão sobre, antes do nosso “circuito de intervenções urbanas”.

Espero que aproveitem!!!Bjos

OFIINA DE IMPROVISAÇÃO COM FÁBIO LINS

quinta-feira, 24 de abril de 2008

ai a imagem ficou pequeninha, to passando o link do site do Mark Ryden, dá pra ver outros trabalhos dele e ver essa imagem em um tamanho maior, o nome dela é "Princess Sputnik"

http://www.markryden.com/

Bom proveito, Gabriel Machado

Infância-conexão-dúvida-lberdade-criação


Quero traçar certos paralelos entre essa imagem de Mark Ryden, que mesmo tendo abertura para inúmeras interpretações, vou me centrar no que mais faz conexão no momento.
Hoje durante nosso encontro, comentei com a Ju Alves, que em certos momentos me senti como uma criança, um bebê mesmo(ó-ó-ó cuti-cuti) e isso trouxe referências e relações que fazem muito sentido, seria como essa configuração, essa lembrança mesmo que remota estivesse presente em tudo. Eu já havia conversado com o Lyncoln sobre isso, lembrando todas as nossas peripécias e catástrofes infantis, e como isso se relacionava com nossa configuração atual. Apesar de tudo ser diferente hoje, o fetozinho ainda está ali, dando uma pitadinha aqui, outra acolá, e às vezes é preciso conversar com esse fetozinho que está ali dentro, para libertar, questionar, duvidar e criar, coisas inerentes a infância. Para correr atrás dos pombos, para brincar com as mãos... Enfim, para não se levar tão a serio.
“Só é possível criar quando se duvida da própria existência”

E rumo a “Genteteca” hohohoho

Beijinhos... Gabriel Machado

Ioooooooooolllll ... quantas conexões!!!!!!!!

Acabo de ler um texto sobre o olhar no meu livrinho "O que é fotografia", e logo em seguida, me deparo com essas novas postagens do nosso multi/trans/inter blog. Fogo ... isso é que é!
Vá lá, a minha contribuição para as conexões infinitas do dia de hoje:

"Nossa apreensão do mundo visível com o binômio olho-cérebro (a retina é efetivamente um prolongamento do tecido cerebral) tem muito pouco a ver com a visão máquina-filme. É lugar comum, quando se trata de explicar o funcionamento da máquina fotográfica, compará-la ao olho humano, mas a semelhança não vai além do aspecto experior, estrutural, e tem muito pouco a ver com o funcionamento de um e de outro. O simples fato de olharmos a realidade objetiva já a transforma. Os olhos, óbvios e transparentes nos caminhos físicos da luz, tornam-se turvos, misteriosos e escuros nos intrincados meandros cerebrais que processam a informação visual. Ali se misturam outras realidades que condicionam, sublimam e tranformam a realidade clarescura da luz. Vemos com mais nitidez o que queremos ver; podemos ver, até, apenas o queremos ver."
Cláudio A. Kubrusly

O que você vê no que estamos a construir juntos??? O que quer ver ... e dar a ver???

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Já que tá que vá!

Já que tocamos neste sentido bem hoje que estou fascinada por um texto do José Gil teremos então mais uma bibliografia na nossa pastinha, ele se chama "Olhar e visão".
Palavrinhas pinceladas do texto...
"Entre dois olhos há a distância de um deserto"

"O olhar escava a visão, imprime sulcos na paisagem...introduz os primeiros filtros seletivos da percepção"

"de onde vejo o mundo?"

"Entre ver passar os barcos e olhar os barcos que passam"

"O olhar não se limita ver, interroga e espera resposta"

"A pele e uma imagem-nua à espera de forma, quer dizer, de encarnar um sentido."