segunda-feira, 21 de abril de 2008

Eu mimipulo, tu mimipulas, nós mimipulamos


Tenho pensado na importância do registro das nossas ações origamescas. Ainda com bastante dificuldade em mover certas coisas da minha vida em palavras, me proponho a fazer uma ginastiquinha de escrever cada vez mais. Aí vão algumas anotações sobre a maravilhosa experiência de troca que tivemos com o Dico nessa semana mimipulativa. Ainda bem que continua semana que vem ... rrrrr ... ou será que não termina mais???


1. Se for para pegar, PEGA! Se for para bater BATE! - Fogo nas decisões, adoro isso!!!

2. Criar estratégias para o jogo, com uma certa "maldade". Silêncio e prontidão. Treinamento.

3. Nunca perder tempo se justificando por errar. É só integrar pessoal, é só integrar ...

4. Não tentar adivinhar e preceder as coisas, mas sim reagir com a imaginação. Agora!

5. Olha que bela relação com as sensações: quando a mão está no lugar certo da parede imaginária, ela fica quentinha. E ao sair, esfria. Quem já me ouviu falar do lugar quentinho?

6. Todo objeto invisível deve ser construído.

7. Na manipulação neutra, o manipulador nunca olha para a platéia. Ele olha para o objeto e, ao olhar para o objeto, puxa o olhar da platéia para ele também.

8. Onde termina meu corpo e começa o boneco ... que dizer, onde começa o boneco e termina meu corpo ... quer dizer, "donde termina tu cuerpo y empieza el mio" como canta Jorge Drexler?

9. Mudanças de presença do artista que manipula um objeto externo na ação, daquele que utiliza seu próprio corpo para animar.

10. Oh, my God ... tudo pode ser animado!!!!!! Saímos todos do curso com vontades infinitas de experimentar muito mais. E isso para mim é certamente o mais valioso. As vontades que permanecem vivas. Vamos animar o mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


É isso. Seria bom saber como foi essa semana para vcs também. Feedback nunca é demais!

Beijinhos .......................................

quinta-feira, 17 de abril de 2008

A História do Cocô

"Era uma vez um cocô. Um cocozinho feio e fedido, jogado no pasto de uma fazenda. Coitado do cocô! Desde que aparecera no mundo, ele vivia tentando conversar com alguém, fazer amigos, mas quem passava por ali não queria saber dele:- Hunn! Que coisa fedida! Diziam as crianças.- Cuidado! Não encostem na sujeira! Avisavam os adultos. E o cocozinho, sozinho, passava o tempo cantando triste:Sou um pobre cocozinhoTão feiinho, fedidinhoEu não sirvo pra nada. Ninguém quer saber de mim...De vez em quando ele via uma criança e torcia para que ela chegasse perto dele, mas era sempre a mesma coisa:- Olha que porcaria repetiam todos. Não restava nada para o cocô fazer, a não ser cantar baixinho: Sou um pobre cocozinho Tão feinho, fedidinho Eu não sirvo pra nada. Ninguém quer saber de mim...
Assim o tempo foi passando e o cocozinho continuava lá no pasto sozinho. Um dia ele viu que um homem aproximar-se, já a imaginar o que ia acontecer, o cocozinho encolheu-se. “Mais um que vai gozar”, pensou.Mas...oh! Surpresa! O homem foi aproximando-se, foi abrindo um sorriso e seu rosto iluminou-se:- Mas que maravilha! Que belo cocô! Era exactamente disto que estava precisando!O cocô nem acreditava no que estava ouvindo. Maravilha, ele? Precisando? Aquele homem devia ser maluco!Pois aquele homem era um jardineiro. E usando uma pá, com todo cuidado, ele levou o cocozinho para um lindo jardim. Ali, acomodou-o na terra, ao pé de uma roseira. E depois de alguns dias, o cocozinho percebeu, feliz e orgulhoso, que, graças a sua força, a roseira tinha feito brotar uma magnífica rosa vermelha."

Não consegui achar o nome do autor... depois de ter feito de minha mão um personagem, e de criar sentimentos para objetos, penso nas possibilidades de relções, e sem julgar de mais alastro minhas percepções!!!

terça-feira, 8 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

Beleza aprisionada na forma e Beleza Sublime


Tenho pensado na “crueldade” de Artaud!
As experiências de criação, e vivências de um espaço vivo trouxeram uma reflexão sobre como começar, sobre experiência ao invés de exercício, sobre estrutura e autonomia, e não métodos fixos.
Quando separações de posturas em estúdio de ensaio e em palco se dissolvem, a responsabilidade pesa, pois sendo assim se está constantemente diante da obra presente, atual, ativa. Há que se abrir a percepção ao que ainda não começou a existir. Há a quentão do tempo e da expectativa. Qual deve ser a medida certa de passado, e preocupação não desesperada com o futuro? Pois mesmo com a percepção aguçada para compor um espaço onde as ações ainda não existem, é impossível dissociar-nos dessa questão de tempo, é preciso não viver morto, no passado (repetir, representar), nem afogar-se nas expectativas do futuro, muito menos doar-se somente ao presente caótico e dionisíaco. Não há que se pensar em separações, as coisas já são devidamente misturadas, evidenciar uma dessas separações, é sufocar outras, e não dar fluxo para a espontaneidade, o que comprometerá totalmente a expressão.
Tomemos cuidado para não estarmos mortos já no nosso nascimento! Que se esteja atento para perceber que a “crueldade” é o primordial da consciência, é a vida a partir da morte do Deus, do retorno.


Sobre Repetições e Espontaneidades.
Algumas discussões sobre gesto e mímica, fizeram despertar o interesse no apresentado e no representado.
Há que se tomar cuidado ao julgar as nossas expressões. Nossa linguagem está completamente dissolvida em nossas metáforas, enquanto falamos a necessidade de extrapolar ao verbo a expressão desejada, é facilmente notada nas nossas gesticulações. Qual seria o sentido do gesto? Reforçar a mensagem?
Nesse momento, acho importante pensar no que é apresentado e no que é representado, no que é apenas repetido e não criado, e no que é espontâneo e vivo. Quando o gesto é apenas repetido, e quando ele é espontâneo?
Penso que o gesto, sinteticamente, participa da linguagem, como metáfora, e como suprimento de um desejo de expressão não alcançado pela palavra. E que a forma como ele irá exteriorizar-se está diretamente ligado à intensidade desse desejo. Por isso, o gesto mesmo que mimético, ou figurado, pode ser encarado como mímica, mas acredito que não seja tão simples caracterizá-lo como representativo e não espontâneo. Seu fim pode, em alguns momentos, ser reconhecido como repetição, mas sua origem com certeza é sempre originária de uma espontaneidade nascida de um deslocamento do desejo.
São algumas reflexões, e angústias que gostaria de compartilhar...

Uma estrutura se formando:
Gesto, sua intesidade e forma - relaçoes de interesse e sedução na linguagem - vontade e objeto - desdobramentos do desejo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fronteiras

Onde?
Lugares e conexões.
pra que lugar vai o respeito de nossas anteninhas?! O que se move?
Em configurações diferenciadas como fica nosso gesto?
QUANTAS DUVIDAS.

movimento em espaço virtual.

Não fui eu, não fui eu...

E não fui eu quem queimou o computador 45...

Encontro na lan house

Para TODOS entrarem no espaço tecnologico origamico...
Ver videozinhos...
estar em conexão...
e movimentar mais esse espaço cybernetico...
e criar, criar, criar, criar...

Comunicação e Expressão

O que queremos com nossos gestos?

Expressar uma idéia?

Comunicar precisamente uma informação?

A idéia de comunicação, como algo preciso que define uma informação clara e objetiva, parece estar ligada a mímica. Gesto codificado, plástico (?) que exprime uma única coisa. Mímica.

Parece-me mais interessante num trabalho artístico não fechar tanto as idéias, o que provavelmente tenha feito a gente fugir (com ou sem sucesso) dos gestos codificados, da mímica.

Quando movemos a partir da lembrança que temos de algo, tentando expressá-lo, é muito mais fácil recorrer a códigos prontos, que apenas reproduzimos em nosso corpo.

Fugir da mímica significa buscar uma vontade de mover que é despertada por alguma lembrança.

Mover o meu café-da-manhã significa acessar no meu corpo o que a lembrança do meu café-da-manhã me provoca. Os movimentos de pegar a xícara e levá-la a boca são apenas algumas das informações que ficam registradas sobre o café-da-manhã.

O gosto do café. O cheiro do pão. O cheiro do café. O gosto do pão. A música que tocava no vizinho. A textura da toalha na mesa. Várias outras informações que também fizeram parte do café da manhã, que podem ter sido armazenadas e que podem provocar uma vontade de mover quando acessadas. Mas que numa mímica/caricatura do café-da-manhã ficariam de fora, subsituídas por movimentos de levar a xícara à boca.

Expressar algo, mover algo, sem caricaturas parece ter uma amplitude maior de ambos os lados. Da vontade de mover, que pode surgir de mais lugares/informações. E do que isso significa para quem vê, que não necessariamente vai associar o movimento a um único significado, risco imanente da mímica.

virtual origami :)

Ação: encontro para criar - Lan House
Dia: 04 de abril de 2008 das 10h às 12h
Número de agentes: 6
Objetivo: movimentar o blog e compartilhar vídeos
Imprevisto: queimamos o monitor no computador 45

Momento virtual presencial que permite a propulsão de novas idéias e olhares.

segunda-feira, 24 de março de 2008





Aí está memórias dos rasbiscos vocais...embora desenhos muito tridimensionais...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Instantaneidade de Fluxos no Trajeto

Perceber o toque

O calor que chega e de repente entra e quer interagir.
E o medo, de que se entrar:
"Gostaria que ficasse
e que nao só fixasse
que acompanhasse
e que tivesse um dramático paradeiro..."

Mas por que o interesse vai ao ponto culminante da carência?
Ela existe...

Sempre há o desprendimento.

E tudo mudou quando percebi que nao preciso levar minha paixão pra casa.

domingo, 16 de março de 2008

Voz e corpo: de volta à Paris do século XIX

Olhando para a história, é possível destacar um ponto nela em que as duas dimensões que tanto nos interessaram nesse fim de semana - voz e corpo - se cruzam. E um ponto que diz respeito diretamente a algumas pessoas do grupo.
No fim do século XVIII e início do século XIX, uma certa preocupação por parte do poder público europeu começou a aparecer: as trabalhadoras e os trabalhadores industriais das nações européias (vulgos cidadãos) necessitavam de um preparo corporal para aguentar as jornadas de trabalho nos campos e nas indústrias que se multiplicavam nas cidades.
É nesse contexto que vão surgir as primeiras formas, organizadas e justificadas cientificamente, de práticas de exercícios físicos. Essas formas metódicas ficaram conhecidas como Métodos Ginásticos Europeus, desenvolvidos principalmente na França, na Suécia, na Dinamarca, na Alemanha e posteriormente nos Estados Unidos, onde se incorporaram as YMCAs.
Na França, mais especificamente em Paris, destacou-se a figura do Coronel Amoros, que a pedido da Coroa Francesa, construiu um dos primeiros Ginásios da Europa, que na época fazia parte do Real Instituto Pestalozziano, escola destinada inicialmente a formação de engenheiros e oficiais, mas que posteriormente se expandiu para outras classes. E dentro do programa Ginástico de Amoros encontravam-se as aulas de Canto e Expressão Musical.
"O canto era considerado por Amoros como a expresão mais enérgica das paixões da alma, (sendo assim) o instrumento de civilização, de moralização e de regenaração mais poderoso que existe. [...] Seu emprego na ginástica cumpria, assim, dupla finalidade: desenvolver o aparelho respiratório e, ao mesmo tempo, virtudes. É possível inferir que os cantos, mais do que voltados a uma melhoria da capacidade respiratória, buscavam um efeito político de integração social tornando-se , assim, elemento de moralização"*
No século XIX, portanto, os precursores do que hoje chamamos de Educação Física, incluam a voz e o canto como parte de seus conteúdos, como parte das práticas corporais. Mas com uma finalidade e um entendimento um pouco diferentes. Canto como expressão da alma, e não enquanto "produto sonoro do corpo"**. Canto como instrumento de moralização, e não enquanto caminho para a descoberta do corpo que somos.
A presença de exercícios de voz e canto nas práticas corporais aos poucos foi sendo abandonada, por motivos que eu desconheço. E hoje o trabalho com a voz é absolutamente ausente dos cursos de formção em Educação Física.

* Carmen Lúcia Soares. Imagens da Educação no Corpo: estudo a partir da ginástica francesa no século XIX. Campinas: Autores Associados, 1998. p. 34-47

** palavras de Edith de Camargo no curso de Voz e corpo nesse fim de semana
Portanto, se é coerente não sei! mas ouvir este "Tapete sonoro" feito por vocês integrantes da Oficina de Corpo e Voz da Edith de Camargo aliado ao trabalho de "escultura da voz" faz-me sentir muito radiante para acreditar um pouquinho mais no nosso trabalho...e trabalhar mais...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conto quantos passos entre a orquídea e a rosa?

Onde gera?
Porque?
Quando jorra?

provocação, intenção, proposta
para compartilhar
para ver, para sentir
para perceber
para se perceber
para ser e sermos juntos

qual é o trabalho mesmo?
um tempo..
um tempo para gerar
um tempo para compartilhar
o tempo, um espaço e um tempo

vejo, não vejo
sinto, percebo um sol, uma lua nova

no campo aberto livre um pássaro grande, uma borboleta e uma rosa amarelo brilhante.
num pântano uma cobra grande mergulhando e uma orquídea.
não vi muito bem, nem sei direito a cor, o que sei que ela só consegue viver ali, na sombra de um canto qualquer, num começo.

Faetusa

domingo, 9 de março de 2008

1ª OFICINA ABERTA

ORIGAMI - União de várias pessoas para criar, é um curso de investigação do movimento para a criação em artes performativas que está sendo realizado desde fevereiro no Vila Arte Espaço de Dança. Nossa proposta é oferecer um ambiente curioso e transdisciplinar que transite entre várias áreas artísticas, mas que tenha o corpo como instância primeira de conexão. Para isso, vamos oferecer durante o período do curso, algumas oficinas ministradas por profissionais variados que possam atravessar nosso ambiente investigativo com novas idéias e relações. Porém, essas oficinas serão também abertas à pessoas de fora que possuam interesse pelo assunto proposto e/ou pela dinâmica do próprio ORIGAMI. Queremos mesmo é trocar!!!

Começamos, portanto, com uma oficina de Corpo e Voz com Edith de Camargo.

Dias 15 e 16 de março

Sábado das 14:30 às 16:30

Domingo das 15:00 às 17:00

Investimento: R$20,00

VAGAS LIMITADAS

Incrições pelo telefone: 3233 - 8034

Vila Arte - Espaço de Dança

Rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03



Beijinhos .............

Ju Alves :-)

Ju Adur ;-)

OFICINA DE CORPO E VOZ COM EDITH DE CAMARGO

sexta-feira, 7 de março de 2008

observação importante.....
tá saindo com o nome do meu blog, por motivos gmail, senhas e tal... mas sou eu tá?
Faetusa
ligar os pontinhos..

estar entre outros, experimentando, compartilhando.
perceber o diferente de mim, outro corpo, outras questões, outros entendimentos.
como se provoca e como nos deixamos provocar? onde?
dúvida. como somos e o que somos nesse entre?
então um grupo. nos envolvemos. então eu. nos envolvemos
como é essa tal de ligação? ai.. eba!

domingo, 2 de março de 2008

ai, ai ... essa tal de liberdade ...


Colocando na rede um pouco do que falamos nas duas últimas semanas. Compartilhar.

ESCOLHA. Foi o que me surgiu e o que reverberou para além de nós. Eu posso escolher entrar no jogo ou não. Eu tenho em mim o poder do abandono e do voltar atrás ... ou ir em frente ... ou ... Eu posso mudar tudo a qualquer momento. Isso me liberta? O que vem antes da minha escolha??? E eu escolho o tempo todo e sou livre para escolher o tempo todo e tudo isso me modifica e a você também. Isso é maravilhoso e assustador ao mesmo tempo. Mas, nas pequenas coisas, naqueles breves momentos cotidianos em que exerço deliciosamente e conscientemente meu livre arbítrio, como é bom perceber os desdobramentos das minhas escolhas.

E sentir que eu posso mover um mundo com elas! MOVAMOS!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008